quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Parque Marinho em Ilhéus: uma medida de preservação do mero-canapu

Fonte: Google imagem
O Epinephelus itajara, conhecido como mero-canapu, foi alvo de intensa captura durante as décadas de 70 e 90 no ambito da pedra de Ilhéus. Essa espécie de peixe  pertence a família dos Serranídeos, representando-se como uma das maiores espécies de peixes marinho podendo  chegar a um peso de 250 kg a 400 kg e medindo até 3 metros. Além de possuir um tamanho atrativo para os caçadores submarinos tornam-se suscetíveis a captura devido sua postura destemida diante do ser humano.
O mero-canapu é uma das espécies de peixes mais vuneráveis a extinção, sendo sua captura proibida pela Portaria nº 42 de 19 de setembro de 2007 do Ministério do Meio Ambiente. O mero habita regiões de estuários, manguezais e até mesmo plataforma, preferencialmente locais de fundo de pedras e grandes tocas, como naufrágios. Sendo assim, a pedra de Ilhéus seria um local ideal para esses organismos utilizar como agregação reprodutiva, já que essa região se encontra próxima aos estuários do rio Cachoeira e Almada, uma vez que esses peixes em época de acasalamento migram para recifes próximos aos manguezais, porém sua caça demasiada, nas mediações dessa área, que ocorreram durante décadas trouxeram sérias consequências resultando um declinio na população do mero, sendo observada pelos próprios caçadores submarinos.

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Em razão dessa problemática, os próprios caçadores submarinos da época iniciaram um movimento, cujo o objetivo principal é garantir a preservação do mero–canapu,  o que resultou na elaboração da Lei Municipal N° 3.212 de 30/01/2006, para desenvolver uma Unidade de Conservação Municipal Marinha (UCMM), na região da pedra de Ilhéus. A partir daí, foi criado o Parque Municipal Marinho da Pedra de Ilhéus. Esse projeto contou com a parceria da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) juntamente com a coordenação do professor Gil Marcelo Reuss, Instituto Floresta Viva, Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
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O parque está localizado na zona portuária de Ilhéus a aproximadamente um quilômetro da costa. Foi delimitado um polígono com cerca de 4550 m de comprimento e 1855 m de largura, totalizando uma área de 773,4 hectares. Dentro desse polígono foi demarcada área de exclusão, apresentando cerca de cerca de 14,8 hectares, onde estar excluída qualquer possibilidade de visitação e outras atividades; A área restante do parque, a qual designou-se para uso público, foi dividida em duas formas de manejo, uma para visitação que abrange uma área de 425,2 hectares e outra para tráfego de pequenas embarcações, com 333,4 hectares.
 Fonte: http://nbcgib.uesc.br/parquemarinho
O estabelecimento do Parque Municipal Marinho da Pedra de Ilhéus além de possibilitar preservação do Epinephelus itajara, bem como do ecossistema, é utilizado como ferramenta para conscientizar a sociedade que esses organismos são mais valiosos vivos do que mortos, já que o turismo submarino é uma das atividades esportivas que cresce bastante em todo o mundo. Além disso, qualquer mergulhador se sente atraído para a prática de mergulho ao lado de um mero. Contudo, exige a capacitação de pessoas para acompanhar essa atividade o que vem a ser bastante favorável para região.        

Edirlan Cardim e João Rafael 






Um comentário:

  1. A expedição de Márcio Cavalheiro está atuando no final da ponta negra na divisa do estado de São Paulo com o estado do Paraná, eles estão mergulhando procurando as tocas dos meros e mapeando cada região de ação do peixe que ciclicamente segue os mesmos caminhos, eles desenvolveram oslos com sedimentos de mariscos com forma cilíndrica que são colocados de forma estratégica e com inclinação que permita a entrada e saída do peixe, bloqueando a claridade e diminuindo a temperatura da água naquele local de proteção inclusive contra redes, cada oslo instalado dispenderá 9 semanas para ser instalado e a retirada do material intramar não é devolvido e sim retirado para o feitio de novos oslos em média 30 metros cúbicos dia é extraido de um fundo similar a um mangue, caracteristica somente daquela região, onde a base tem que ser solida para não ser engolida por este material fino que invade e se aglomera como uma areia movediça, é uma iniciativa custeada por um grupo que faz isso por ‘Mero’ prazer, foram abordados pelos meios de comunicação mas preferem ficar anônimos apenas fazendo essa iniciativa voluntária de preservação deste peixe de proporções fora do nosso tempo.
    Tem o apoio dos ribeirinhos, pois os mesmos se beneficiam com a estada deste pessoal por lá que compram tudo o que eles oferecem, muitos índios da região participam ativamente, e a marinha local aprova estas ações que identifica não somente estes, mas outras espécies que precisam também de atenção.

    Carta da capitania.

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